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Frango: com oferta doméstica abaixo de níveis pré-gripe aviária, preços sobem em SP; entenda

Após 5 meses seguidos de vantagem, carne de frango perdeu competitividade frente à proteína suína. Em relação a setembro, o frango inteiro resfriado se valorizou 6%, com a média passando para R$ 7,99 o quilo.

Os preços da carne de frango registraram altas no segundo semestre de 2025. redução na disponibilidade da proteína no mercado doméstico para níveis pré-gripe aviária, entre agosto e setembro, explicam o comportamento das cotações, analisa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatatística (IBGE).

Em novembro, porém, o valor da proteína avícola recua em até 2% em São Paulo, interrompendo três meses seguidos de alta.

Segundo o Centro de Pesquisas, a retomada gradativa dos embarques brasileiros da proteína contribuiu para enxugar a oferta doméstica.

Em SP, o preço do quilo de frango congelado era de R$ 7,99 no dia 3 de novembro. Em 3 de dezembro de 2025, a cotação fechou em R$ 8,11. Entenda movimento de preços, abaixo, na reportagem.

📉No mercado doméstico, a disponibilidade de carne de frango foi de 111 milhões de quilos entre agosto e setembro, bem próxima ao volume registrado antes da confirmação do caso de gripe aviária, de 110 milhões de quilos entre janeiro e abril de 2025, conforme números do IBGE.

“No ponto mais alto das restrições às exportações nacionais, em maio, a disponibilidade interna superou as 123 milhões de quilos. Os dados se referem ao estado de São Paulo”, destaca o Cepea.
Gangorra de preços entre carnes concorrentes

A diferença entre as cotações das carnes de frango e de porco diminuiu em outubro. Após cinco meses seguidos de vantagem, o preço da carne de frango perdeu competitividade na comparação com o da proteína de porco em outubro, segundo análise do Cepea.

Os preços da carne de frango caíram em novembro, interrompendo três meses seguidos de alta.

“A maior disponibilidade de frango vivo para abate em novembro elevou oferta de carne no mercado atacadista. Além disso, o movimento sazonal de enfraquecimento da demanda na segunda quinzena do mês causou queda nos valores no período, o que pressionou a média mensal”, aponta o Cepea.

No atacado da Grande São Paulo o frango inteiro congelado teve média de R$ 7,77 o quilo em novembro, baixa de 2,1% frente à de outubro.

As expectativas de colaboradores do Cepea para as próximas semanas são divergentes, explica o Cepa.

“Uma parte do setor está otimista e à espera de reações nos preços, fundamentados no possível aquecimento na venda de aves neste período de final de ano. Outros agentes, porém, estão atentos à oferta de animal vivo acima da procura, que tenderia a manter o mercado da carne pressionado”, aponta.

📈Gangorra de preços: o resultado se deve à valorização da proteína avícola e à queda nos preços da suinícola.

🐔 Mercado de frango: O boletim do Cepea indica que, em outubro, o quilo do frango inteiro resfriado foi comercializado no atacado da Grande São Paulo a R$ 4,55 abaixo da cotação do da carcaça especial suína. A diferença é 1,5% menor que a verificada em setembro.

Em relação a setembro, o frango inteiro resfriado se valorizou 6%, com a média passando para R$ 7,99 o quilo.

“Esse cenário sustentou o avanço do preço médio mensal da carne em outubro, mesmo diante das retrações no encerramento do mês”, analisam os pesquisadores do Cepea.

Gripe aviária: pesquisadores do Cepea destacam que a retomada das exportações a patamares próximos aos observados antes da ocorrência da gripe aviária tem sido determinante para o enxugamento da oferta interna e para um maior equilíbrio entre disponibilidade e demanda doméstica.

Disponibilidade de carne suína no mercado doméstico

Levantamentos do Cepea indicam ainda que a disponibilidade interna de carne suína em outubro foi a segunda menor de 2025. Os cálculos do Centro de Estudos da Esalq estimam que o volume no mês só supera o de junho deste ano.

  • Em outubro, foram destinadas ao mercado doméstico 191,5 mil toneladas de carne suína, contra 194 mil toneladas em setembro – em junho, a mínima do ano, foram 185 mil toneladas.

“Esse cenário está atrelado ao avanço nas exportações brasileiras da proteína e à desaceleração no número de abate. O pico de 2025 foi observado em julho, quando quase 240 mil toneladas foram disponibilizadas internamente”, detalham os pesquisadores do Cepea.

Exportações

Quanto às exportações brasileiras de carne, a média diária de embarques esteve em 15,1 mil toneladas em outubro, a maior para o período, considerando-se a série histórica da Secex, o que tende a resultar em escoamento total de 136,1 mil toneladas de carne suína in natura – o fechamento dos números de exportação de outubro deve ser divulgado ainda nesta semana pela Secretaria.

Sobre os abates, estimativas realizadas pelo Cepea com base em dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apontam possível redução de 9% em outubro.

Veja movimentos de preços das carnes desde maio

Com recuo nos preços, a competitividade da carne de porco em relação à proteína de frango começa a melhorar em outubro após consecutivas perdas nos últimos meses.

reação do mercado de carne suína responde aos reflexos do caso da gripe aviária, registrado em maio em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. O Brasil se declarou livre da doença em junho. As exportações de frango retomaram recordes no segundo semestre. Entenda movimento no mercado das proteínas concorrentes, abaixo, na reportagem.

Estudo do Cepea demonstra que o cenário pressionou os valores de comercialização da carne de frango e desfavoreceu a competitividade da proteína de porco de junho e o começo de setembro deste ano.

“O movimento de alta nas cotações do frango segue firme, enquanto os valores do suíno estão em queda, resultando em ganho de competitividade da carne suína frente à de frango pela primeira vez desde o caso da gripe aviária”, destaca.

Setembro

Os preços da carne de frango passaram a se recuperar, influenciados, conforme explicam pesquisadores, pela retomada das exportações brasileiras da proteína à União Europeia – os envios ao bloco estavam suspensos desde maio.

Porco: produtor tem maior poder de compra

Os produtores paulistas de carne de porco vivem o momento mais favorável em relação ao poder de compra do farelo de soja, insumo essencial para a suinocultura, aponta boletim do Cepea divulgado na primeira semana de outubro de 2025.