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Aversão aos produtores faz Lula impor crise ao agro – Por Paulo Junqueira

Publicado em 06/04/2026

 

“Produtores de grãos terão pela frente a pior crise dos últimos tempos e setor está na iminência de reduzir a área plantada e, com menor uso de tecnologia e insumos ficar mais dependente do clima.

O cenário da agricultura brasileira de grãos já não era favorável antes da guerra no Oriente Médio. Com margens apertadas por causa da queda de preços dos grãos e aumento de custos, endividamento elevado, agravado pelos juros nas alturas, o setor vinha registrando um grande número de recuperações judiciais.

“O conflito só agravou o problema que o agro está enfrentando. A guerra, por ora sem perspectiva de quando vai terminar, tem desdobramentos em preços e no abastecimento de insumos relevantes para o agronegócio, como diesel, fertilizantes e também nos defensivos” – André Pessôa, fundador e CEO da consultoria Agroconsult.

Independente dos efeitos e das ameaças que pairam sobre o agro com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, agrava-se a cada dia a crise imposta pelo governo Lula 3 desde o início do seu último mandato contra os produtores rurais. Setores do agronegócio, particularmente grandes produtores, frequentemente acusam o governo de ataques ideológicos.

 

Em 2026, relatórios mencionaram que o agro foi “defenestrado e atacado” pelo discurso governista, mesmo sendo o setor “que carrega o Brasil nas costas”. A partida, embora tardia, do agora ex-ministro Carlos Fávaro, da pasta que ocupou e que deixou com a pecha de pior ministro da agricultura da história brasileira, confirmam todas as críticas que lhe foram dirigidas por incompetência, omissão e aversão ao agro.

 

O acinte de Lula, dos petistas e dos partidos que o acompanham, fica mais uma vez demonstrado com o lançamento das candidaturas dos ex-ministros Fernando Haddad (Fazenda) para o governo de São Paulo, Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) para o Senado representando os clamores dos paulistas.

 

O mal que fizeram aos brasileiros deve, na ótica deles, ser amplificado aos que vivem no Estado reconhecido como a “locomotiva do Brasil” e que responde por cerca de 31,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Não podemos relativizar as políticas implementadas pela dupla Haddad/Tebet a favor dos rentistas juntos com o aumento da carga tributária e a da indecente taxa de juros que inviabiliza os setores produtivos do País.

 

Ao mesmo tempo, Marina Silva, que chamou Lula de “corrupto” (UOL, 11/9/2018), mais uma vez demonstrou sua incompetência e apetência em defender o País e os brasileiros que preservam o meio ambiente e em combater as famigeradas ONG’s (Organizações Não Governamentais) que através de politicagem e agenda ideológica (woke) atacam freneticamente o agro verde-amarelo.

Alerta

 

Para aqueles que acreditam em soluções fáceis para corrigir a “terra arrasada” que Lula impôs aos brasileiros, vale a pena ler, com atenção, o alerta que o consultor André Pessôa fez em sua entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo (2/4/26):

 

“Eu acho que o que vem pela frente será a pior crise do agro dos últimos tempos. Muito provavelmente é a pior crise que a gente já viu. Pelo menos que eu vi. Eu me lembro de 2005, 2006, eu acho que foi bem complicado, mas agora o número de pontas soltas no cenário, que são as incertezas, é muito grande.

A incerteza do crédito, a incerteza do custo, a incerteza do preço, a incerteza do clima, a incerteza da taxa de juros, a incerteza do frete. É muita coisa que precisa ser consertada e realinhada para a gente voltar para um cenário positivo. Aliás, são muitas commodities.

 

Era muito comum você estar num momento assim, tem uma que está mal, mas a outra está muito boa, ainda uma região não está tão bem, mas a outra está melhor. Agora, do ponto de vista de grãos, é meio geral o aperto. Acho que o que precisaria ser feito é uma reforma muito ampla no ambiente de regulação para crédito e seguro no Brasil.

 

O cenário antes da guerra era um cenário de não crescimento da agricultura. A área ficaria mais ou menos igual. Já teria uma redução de tecnologia, pela parte financeira. Não dá para dizer assim, agora vai ser maior. Se for olhar hoje, vai ser maior. Se a gente for olhar daqui a dois meses, depende da guerra, de finalizar ou não o conflito.

De qualquer maneira, quando você pensa em investimentos e expansão, que é o normal do agro, todo ano está crescendo, todo ano está movimentando uma cadeia enorme de insumos e serviços, não é de crescimento e já não era de crescimento. Agora a gente pode estar na iminência de, em vez de não só não crescer, também diminuir.”

“Somos contra tudo o que está aí. Nós queremos redesenhar todo o sistema, não nos adaptar a ele e por isso a direita sabe exatamente o caminho que o Brasil precisa tomar. Não tem a ver com ódio, como o marketing petista quer fazer entender. Tem a ver com o diagnóstico e não é difícil de explicar através destes pilares:

 

1º Pilar: 3 D’s como espinha dorsal: Desestatizar, desburocratizar e desregulamentar. É tirar o Estado onde ele atrapalha, reduzir o custo para quem produz e parar de sufocar a economia com regras inúteis. Fazendo isso teremos mais investimento, mais produtividade e maior crescimento;

 

2º Pilar: É a responsabilidade fiscal com controle de despesa e teto de gastos porque sem isso não existe política social sustentável. Só existe populismo financiado por inflação;

 

3º Pilar: É a liberdade econômica real com privatizações, marcos do saneamento, das ferrovias, do gás, reorganizando os incentivos e abrindo o espaço para o investimento privado;

 

4º Pilar: É a segurança jurídica, que traz previsibilidade para quem quer investir sem o Estado se metendo onde não deve;

 

5º Pilar: Mais Brasil, menos Brasília. Descentralização, mais poder para Estados e municípios, que é onde as pessoas vivem. Rediscussão do pacto federativo;

 

6º Pilar: É a digitalização do Estado. Menos fila, menos papel, menos intermediários. Isso é reduzir o custo invisível do Estado na vida das pessoas;

 

7º Pilar: É defender os valores da família, da responsabilidade individual, da propriedade privada e da liberdade. Valores que sustentam sociedades que prosperaram;

 

8º Pilar: É o STF de volta ao seu quadrado. Esse é o nosso projeto, o projeto da direita (Cláudio Branchieri, economista, professor e deputado estadual (PL/RS)

Propaganda 1: Em 2025 Lula 3 gastou (e não investiu!) a bagatela de R$ 3,5 bilhões em propaganda oficial. Em todo o seu mandato (2019 a 2022), o ex-presidente Jair Bolsonaro investiu (e não gastou!) R$ 2,5 bilhões.

 

Propaganda 2: Lula amplia verbas de propaganda de big techs, que superam SBT e Band pela primeira vez. Google e Meta ficam à frente de redes de TV, e governo também aposta em serviços de streaming.

 

Empregos – 1: Os trabalhadores que ganham entre um e dois salários mínimos representaram sozinhos 87,3% do crescimento da população ocupada entre 2023 e 2025, em um movimento que criou empregos no mercado de trabalho para pessoas que estavam desocupadas, segundo especialistas.

 

Empregos – 2: Em três anos, houve um aumento de 4 milhões no número de ocupados formais e informais nessa faixa de renda, enquanto a ocupação como um todo cresceu 4,6 milhões, segundo dados do IBGE levantados pelo economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4Intelligenc.

 

Pix- 1: O professor de Economia do Insper Roberto Dumas criticou a recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a suposta ameaça dos Estados Unidos ao sistema de pagamento instantâneo brasileiro, o Pix.

 

Pix – 2: “Não existe risco real de os EUA acabarem com o Pix e Lula não precisava fazer um discurso falando que os Estados Unidos vão querer acabar com o PIX. Isso não vai acontecer”, declarou o especialista.

 

Pix – 3: O professor destacou o crescimento expressivo do Pix no Brasil, mencionando que o sistema “aumentou 50 vezes em termos nominais” e “movimentou 7,5 trilhões entre 2020 e 2025”.

 

Pix – 4: Para Dumas, a declaração de Lula tem motivação política em um momento em que sua popularidade estaria em queda devido a problemas econômicos como o endividamento e a inadimplência da população.

 

Editorial Estadão: O editorial do Estadão publicado na última 5ª feira (2) com o título “A culpa não é de Sidônio” mostra que a

reprimenda de Rui Costa ao chefe da Secom é “sinal de desespero de um governo premido pela impopularidade e que o problema central não é o trabalho do marqueteiro, mas a falta de rumo do governo”.

EUA – 1: EUA avançam em investigação comercial que pode resultar em novas sanções contra o Brasil. Governo Trump avisa que últimas etapas do processo devem ocorrer em abril ou maio. Possíveis sanções com base na Seção 301 têm base jurídica mais sólida do que tarifaço e tendem a ser de difícil reversão.

 

EUA – 2: A “química” entre os presidentes Trump, dos EUA e Lula, do Brasil, parece que acabou definitivamente. Lula aumenta a cada dia que passa críticas a Trump. E autoridades do Judiciário e do governo brasileiro, continuam sancionadas pelo governo Trump.

 

Agrishow – 1: A indústria de máquinas agrícolas deve vender neste ano 8% a menos que em 2025, afirmou, nesta quarta-feira (1/4), Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq. Tudo leva a crer que os negócios na Agrishow podem até ser menores ou crescerem menos.

 

Agrishow – 2: Estevão, que participou da coletiva de apresentação da 31ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), disse que a Abimaq revisou a estimativa anterior, pois percebeu que não há gatilho para aumento das vendas neste ano. No primeiro bimestre de 2026, as empresas comercializaram 17% a menos que no mesmo período do ano anterior.

 

Exportações do agro: O Brasil ficou a um passo de ultrapassar os EUA como maior exportador do agro no exercício de 2025.

Embarques do agronegócio brasileiro somaram US$ 169,2 bilhões em 2025. A diferença ficou em US$ 2,1 bilhões em favor dos americanos, equivalente a 4,5 dias de exportações brasileiras.

 

Crédito rural – 1: O índice recorde de inadimplência entre produtores rurais pessoas físicas é puxado pelos atrasos em operações de crédito com taxas de mercado, que chegaram a 13,8% em fevereiro, patamar inédito na série histórica iniciada em 2011. No mesmo mês do ano passado estava em 4,7%.

 

Crédito rural – 2: Número de operações com mais de 90 dias de atraso é o maior já registrado pelo Banco Central.

 

Conceitos diferentes – 1: A produção agropecuária brasileira é composta por dois pilares complementares, mas com focos diferentes:

 

  1. Agricultura Familiar (Pequenos Produtores): Foco no mercado interno e alimentos saudáveis (arroz, feijão, verduras).
  2. Agronegócio (Grandes Produtores): Foco na exportação de commodities (soja, milho, cana-de-açúcar) e matérias-primas, além de liderar a produção de ração animal

 

Conceitos diferentes – 2: Impressiona como as diferenças entre os pilares acima não é compreendida por parte significativa da mídia, pelos políticos detentores de mandatos, pelos governantes e por determinadas instituições que deveriam representar, de forma distinta, os produtores de ambos os pilares e não o fazem por ignorância ou má fé.

(Paulo Junqueira é advogado e produtor rural. É também presidente do Sindicato Rural de Ribeirão Preto; 6/4/26)

fonte: https://www.brasilagro.com.br/