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Conflitos geopolíticos dobram custo de fertilizantes

Publicado 28/05/2026

Alta no preço de insumos importados, diesel e energia elétrica força produtores do interior paulista a reduzirem a área plantada para mitigar prejuízos

Os conflitos geopolíticos globais provocam um forte impacto na cadeia de suprimentos do agronegócio brasileiro, resultando na alta expressiva dos preços de insumos essenciais, como fertilizantes, óleo diesel e energia elétrica. Essa pressão inflacionária aperta severamente as margens financeiras dos produtores de batata no interior do estado de São Paulo, que enfrentam dificuldades para manter a rentabilidade da atividade diante do encarecimento generalizado dos custos de produção.

Na região de São João da Boa Vista, no interior paulista, o cenário exige cautela e reorganização financeira por parte dos agricultores.

A dependência de componentes importados deixa o setor vulnerável às oscilações do mercado internacional, onde as barreiras logísticas e as restrições de exportação em zonas de conflito diminuem a oferta de matérias-primas e elevam as cotações das principais commodities químicas utilizadas na agricultura de escala.

Explosão nos preços de insumos importados e energia

Os gastos com fertilizantes importados de regiões afetadas diretamente por guerras praticamente dobram no período recente. De acordo com os registros de custos dos produtores locais, o preço do nitrogênio apresenta uma alta de até 100%, enquanto os valores do fósforo e do potássio registram um salto de cerca de 60% em um intervalo de apenas dois meses.

Os conflitos geopolíticos globais provocam um forte impacto na cadeia de suprimentos do agronegócio brasileiro, resultando na alta expressiva dos preços de insumos essenciais, como fertilizantes, óleo diesel e energia elétrica. Essa pressão inflacionária aperta severamente as margens financeiras dos produtores de batata no interior do estado de São Paulo, que enfrentam dificuldades para manter a rentabilidade da atividade diante do encarecimento generalizado dos custos de produção.

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Na região de São João da Boa Vista, no interior paulista, o cenário exige cautela e reorganização financeira por parte dos agricultores.

A dependência de componentes importados deixa o setor vulnerável às oscilações do mercado internacional, onde as barreiras logísticas e as restrições de exportação em zonas de conflito diminuem a oferta de matérias-primas e elevam as cotações das principais commodities químicas utilizadas na agricultura de escala.

Explosão nos preços de insumos importados e energia

Os gastos com fertilizantes importados de regiões afetadas diretamente por guerras praticamente dobram no período recente. De acordo com os registros de custos dos produtores locais, o preço do nitrogênio apresenta uma alta de até 100%, enquanto os valores do fósforo e do potássio registram um salto de cerca de 60% em um intervalo de apenas dois meses.

No balanço de campo, o produtor Ricardo, que conduz a atividade agrícola há mais de 30 anos em São João da Boa Vista, exemplifica o tamanho do impacto financeiro: na safra passada, o investimento em fertilizantes para cobrir uma área de 200 hectares somou R$ 1,2 milhão; para o ciclo atual, a projeção de gastos atinge o patamar de R$ 2,4 milhões para a mesma extensão de terra.

Além dos adubos, os componentes energéticos também pesam no orçamento das propriedades rurais. O gasto com óleo diesel sobe pelo menos 40%. Como a cultura da batata opera sob um modelo altamente tecnificado — que envolve processos mecânicos intensivos como gradagem, aração do solo e plantio automatizado —, os produtores não encontram margem técnica para reduzir o consumo do combustível por hectare sem comprometer a eficiência da operação.

Complementando o reajuste de custos, a tarifa de energia elétrica acumula uma alta de 15% no ano, encarecendo os sistemas de irrigação e o funcionamento dos galpões de beneficiamento.

Os conflitos geopolíticos globais provocam um forte impacto na cadeia de suprimentos do agronegócio brasileiro, resultando na alta expressiva dos preços de insumos essenciais, como fertilizantes, óleo diesel e energia elétrica. Essa pressão inflacionária aperta severamente as margens financeiras dos produtores de batata no interior do estado de São Paulo, que enfrentam dificuldades para manter a rentabilidade da atividade diante do encarecimento generalizado dos custos de produção.

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Na região de São João da Boa Vista, no interior paulista, o cenário exige cautela e reorganização financeira por parte dos agricultores.

A dependência de componentes importados deixa o setor vulnerável às oscilações do mercado internacional, onde as barreiras logísticas e as restrições de exportação em zonas de conflito diminuem a oferta de matérias-primas e elevam as cotações das principais commodities químicas utilizadas na agricultura de escala.

Explosão nos preços de insumos importados e energia

Os gastos com fertilizantes importados de regiões afetadas diretamente por guerras praticamente dobram no período recente. De acordo com os registros de custos dos produtores locais, o preço do nitrogênio apresenta uma alta de até 100%, enquanto os valores do fósforo e do potássio registram um salto de cerca de 60% em um intervalo de apenas dois meses.

No balanço de campo, o produtor Ricardo, que conduz a atividade agrícola há mais de 30 anos em São João da Boa Vista, exemplifica o tamanho do impacto financeiro: na safra passada, o investimento em fertilizantes para cobrir uma área de 200 hectares somou R$ 1,2 milhão; para o ciclo atual, a projeção de gastos atinge o patamar de R$ 2,4 milhões para a mesma extensão de terra.

Além dos adubos, os componentes energéticos também pesam no orçamento das propriedades rurais. O gasto com óleo diesel sobe pelo menos 40%. Como a cultura da batata opera sob um modelo altamente tecnificado — que envolve processos mecânicos intensivos como gradagem, aração do solo e plantio automatizado —, os produtores não encontram margem técnica para reduzir o consumo do combustível por hectare sem comprometer a eficiência da operação.

Complementando o reajuste de custos, a tarifa de energia elétrica acumula uma alta de 15% no ano, encarecendo os sistemas de irrigação e o funcionamento dos galpões de beneficiamento.

Padrão de mercado, logística e estratégias de sobrevivência

O manejo correto dos fertilizantes reflete diretamente no valor comercial do produto final. Ricardo explica que a nutrição adequada do solo é indispensável para garantir o tamanho e o calibre ideal do tubérculo. Caso a batata não atinja o padrão exigido pelo mercado de mesa, o produto perde valor comercial de forma acentuada, sendo descartado pelas redes de distribuição e direcionado para a indústria de batata palha, que remunera o produtor com margens significativamente menores.

A comercialização enfrenta ainda o encarecimento dos processos de pós-colheita. A transição do padrão tradicional de sacas de 50 quilos para embalagens fracionadas de 25 quilos duplica a necessidade de insumos de empacotamento e exige maior volume de mão de obra para o manuseio das cargas. Essa mudança estrutural também eleva o custo do frete rodoviário e eleva as taxas cobradas pelos atravessadores que intermedeiam a venda com o varejo.

Como alternativa de sobrevivência para mitigar os prejuízos e diminuir a exposição financeira diante do risco de crédito, o setor adota uma estratégia de recuo, reduzindo a área plantada em 30%. Os produtores apostam que uma oferta menor de batata no mercado atacadista possa sustentar preços mais elevados e remuneradores no destino final, compensando o aumento do custo por hectare.

FONTE:https://www.band.com.br/agro/noticias/conflitos-geopoliticos-dobram-custo-de-fertilizantes-202605270919