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Com gasolina mais cara, uso do etanol é mais vantajoso para o consumidor

Publicado em 15/04/2026

Biocombustível manteve estabilidade nas bombas e reduziu a necessidade de importações, protegendo o bolso do consumidor brasileiro

O etanol funcionou como um “escudo” para o bolso do brasileiro em março , gerando uma economia superior a R$ 2,5 bilhões. Enquanto o preço da gasolina subiu devido à volatilidade do petróleo, o biocombustível manteve-se estável, reduzindo custos diretos e a dependência de importações.

Durante o mês de março, o mercado de combustíveis apresentou comportamentos opostos. A gasolina acompanhou a escalada internacional do petróleo, saltando de R$ 6,30 para R$ 6,78 por litro nas bombas.

Em contrapartida, o etanol hidratado registrou uma variação mínima, passando de R$ 4,61 para R$ 4,70. Essa estabilidade garantiu que a paridade entre os dois combustíveis ficasse em 69,3% no início de abril.

Para o consumidor, o uso do etanol é considerado vantajoso quando o seu preço custa até 73% do valor da gasolina. Como o índice atual está abaixo desse limiar técnico, o biocombustível segue como a opção mais econômica para veículos flex.

Safra recorde e impacto na economia

A resiliência do etanol é explicada por fatores domésticos, especialmente a expectativa de uma safra recorde em 2026. No estado de São Paulo, principal polo produtor, o preço do biocombustível para o produtor chegou a recuar, caindo de R$ 2,94 para R$ 2,89 por litro.

Além do alívio direto no posto, o etanol desempenha um papel estratégico na balança comercial. Sem a oferta interna do combustível de cana-de-açúcar, o Brasil precisaria importar cerca de 2,3 bilhões de litros de gasolina apenas em março.

Essa importação adicional custaria ao país mais de R$ 2,2 bilhões. Ao somar a economia gerada nas bombas com os gastos evitados no comércio exterior, o benefício total ao país ultrapassou a marca de R$ 2,5 bilhões no período.

Políticas públicas e visão do setor

Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), o cenário positivo é fruto de decisões estratégicas de longo prazo. Programas como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Mover fortaleceram a cadeia produtiva nacional.

O presidente-executivo da UNICA, Evandro Gussi, avalia que o setor chegou a 2026 com capacidade ampliada. Segundo o executivo, o consumidor foi protegido porque o país investiu em uma política energética consistente nas últimas décadas.

Gussi ressalta que o fato de o etanol não ter acompanhado a alta da gasolina demonstra a robustez da produção brasileira. Para o setor, essa autonomia é fundamental para enfrentar momentos de crise e volatilidade no mercado internacional de energia.

FONTE:https://www.band.com.br/noticias